Fonte: Jornal Valor 05/06/2012

A Embraer vai focar em companhias aéreas americanas com seus E-Jets, em versões atuais e remodeladas. A nova estratégia é necessária em um momento no qual as perspectivas para a Europa continuam fracas, segundo a fabricante brasileira de aeronaves.

Paolo César Silva, diretor de aviação comercial da companhia, afirmou hoje que as empresas dos Estados Unidos devem iniciar um movimento de grandes pedidos de aviões. A demanda esperada é de unidades com 70 a 120 assentos.

A Embraer pode tomar vantagem do fato de ser a líder de mercado no segmento de jatos de 61 a 120 assentos. A competição, porém, será acirrada, com a francesa Airbus, a americana Boeing e a canadense Bombardier.

A brasileira está de olho, no momento, nas negociações entre as aéreas e os sindicatos sobre as cláusulas que podem limitar o número de aeronaves ou seu tamanho para rotas regionais. Acordos para aliviar essas restrições devem estimular a demanda, na visão da empresa.

“Estimamos que, nos próximos, anos haverá de 400 a 500 aeronaves adquiridas pelas companhias aéreas nos Estados Unidos”, avaliou o diretor da Embraer.

No entanto, altos preços de combustíveis e menor demanda fizeram as empresas de aviação cortarem pessoal e rever perspectivas, o que pode vir a influenciar futuros contratos. Até agora, porém, a Embraer garante que não sofreu nenhum cancelamento de pedidos.

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